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11/10/2017 | 19h00

Indústria

Meritor vê avanço de 25% na produção de caminhões em 2017

Fábricas retomam ritmo com exportação e crescimento interno


PEDRO KUTNEY, AB

Como um dos maiores fornecedores de eixos tratores para os fabricantes de veículos comerciais, a Meritor antecipa crescimento na produção de caminhões de 25% a 27% este ano, com 75 mil a 80 mil unidades fabricadas, e projeta nova expansão de 15% a 20% para 2018. “Já tínhamos previsto avanço em torno de 20% este ano, até porque a base de comparação com 2016 é muito baixa. Felizmente erramos para menos, porque o ritmo de retomada está acontecendo mais forte que o esperado”, explica Adalberto Momi, diretor geral da empresa. “Estamos vivendo um momento especial, com a volta de uma situação mais adequada ao Brasil. Temos otimismo moderado e saudável”, avalia.

Este ano toda a recuperação da indústria de caminhões no País está lastreada nas exportações, que já cresceram 41% de janeiro a setembro, com 21 mil veículos embarcados ao exterior, segundo os mais recentes números divulgados pela associação de fabricantes, a Anfavea (leia aqui). Em contrapartida, no mercado doméstico a recuperação só começou no segundo semestre e 2017 deve fechar com pouco menos de 50 mil caminhões emplacados, ainda em queda estimada de 2% a 3% sobre 2016.

“As exportações estão sendo sustentadas principalmente por causa da recuperação econômica da Argentina, o maior dos clientes na região, mas não têm fôlego para crescer muito além de 30 mil unidades/ano. Por isso projetamos que o principal impulso à produção de caminhões em 2018 virá do mercado interno”, avalia Luis Marques, gerente de marketing e aftermarketing da Meritor. “É preciso levar em consideração também que os porcentuais previstos de expansão da produção de caminhões são altos porque a queda desde 2011 chega a 70%”, pondera.

Marques vê indicações que o mercado de caminhões começou em 2017 a apontar sistematicamente para cima. Um desses indicadores é o estoque de caminhões produzidos à espera de compradores, que saiu do alto patamar de 34 mil unidades no fim do primeiro trimestre de 2015 e caiu para 13,2 mil no trimestre passado. “É o volume mais baixo dos últimos três anos e de baixa qualidade, pois são veículos muito específicos sem demanda, por isso a indústria vai precisar produzir mais”, explica.

“Fala-se também que existem algo como 200 mil caminhões parados no País, mas é necessário considerar que muitos deles não vão voltar à operação, porque usados como estoque de peças ou estão sucateados”, diz Marques. “De 30% a 40% desses veículos estão em mau estado de conservação, o transportador precisaria gastar de R$ 30 mil a R$ 40 mil para colocá-los para rodar, talvez seja mais vantajoso gastar esse dinheiro em um caminhão novo com custo menor de operação e manutenção”, raciocina.

Entre os muitos picos e vales do mercado de caminhões nesta década, Marques avalia que o tamanho da indústria de caminhões não é de 200 mil unidades, como aconteceu em 2011, “mas também não é real apenas 50 mil, há espaço para o dobro disso no mínimo”, calcula.

Como reflexo do cenário mais otimista para os próximos anos, pela primeira vez a Meritor decidiu montar estande na Fenatran, feira do setor de transporte que acontece de 16 a 20 de outubro no SP Expo, em São Paulo, onde vai apresentar novos produtos. “Queremos acompanhar nossos clientes nesse momento especial de recuperação”, afirma Adalberto Momi.

A cobertura de Automotive Business é patrocinada por Carcon Automotive e Automechanika Frankfurt.

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